terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Especial: Comissão Nacional da Verdade

debate sobre comissão nacional da verdade, com pedro dallari e maria rita kehl (vídeo na íntegra)

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Branding

Veja aqui uma série produzida pela revista Fast Company apresentando em ótimos vídeos a evolução de 8 marcas globais, desde sua criação até hoje: Levis, McDonalds, Apple e outros 5 casos.


GLOSSÁRIO DE GESTÃO CULTURAL

Emprego Cultural



Nesta seção serão publicados, aleatoriamente e sem periodicidade definida, conceitos, definições e termos do campo da arte, da cultura e da gestão cultural. A fonte para este post é o site do Itáu Cultural, mais especificamente, o glossário do Observatório Itaú Cultural.

link: http://novo.itaucultural.org.br/obsglossario/emprego-cultural/

Emprego Cultural*

Termos relacionados: Economia da cultura; profissão cultural; política cultural.
Equivalência em outras línguas: Emploi culturel, cultural employment, empleo cultural.
A importância econômica do setor cultural vem sendo crescentemente destacada e, nesse contexto, o emprego cultural assume um papel crucial por sua capacidade de gerar emprego e renda. Em uma primeira definição, o emprego cultural abrange tanto as profissões circunscritas ao universo da cultura, das artes e da informação, quanto aquelas exercidas em uma unidade econômica do setor cultural, mesmo que não sejam propriamente artísticas ou culturais (podem ser, por exemplo, empregos administrativos, técnicos, operacionais etc.).
O dimensionamento do emprego cultural envolve questões metodológicas relacionadas à conceituação do setor cultural e à necessidade de estabelecer uma delimitação precisa do campo. Na França, país pioneiro na produção de estatísticas culturais, o Observatoire de l’Emploi Culturel, do Département des Études, de la Prospective e des Statistiques (Deps) parte de uma delimitação restrita do setor cultural, sendo consideradas profissões culturais apenas aquelas relacionadas ao domínio das artes, do espetáculo e da informação: ligadas ao audiovisual, ao espetáculo, às artes plásticas e profissões relacionadas a essa atividade, à literatura, à documentação e conservação, a aulas de arte e à arquitetura.
Quando a Comunidade Européia iniciou os primeiros trabalhos sobre emprego cultural na Europa, constatou-se que nenhum dos países usava a mesma nomenclatura, o que impedia um estudo comparativo. Um processo de harmonização buscou sanar o problema e passou-se a circunscrever o emprego cultural com base no conjunto de ocupações provenientes seja de uma profissão cultural, seja do trabalho em uma unidade econômica do setor cultural, podendo envolver três diferentes situações: (a) ocupações provenientes de uma profissão cultural e do trabalho no setor cultural (exemplos: artista em uma sala de espetáculos; jornalista em uma televisão); (b) ocupações provenientes de uma profissão cultural e do trabalho fora do setor cultural (exemplos: documentarista em uma administração; designer em uma indústria de automóvel); (c) ocupações provenientes de uma profissão não cultural e do trabalho no setor cultural (exemplos: porteiro em um cinema; secretária de uma editora).
No Brasil, a realização de pesquisas específicas sobre emprego cultural ainda não é uma prática frequente, mas algumas iniciativas começam a reverter esse quadro. Os estudos sobre emprego cultural desenvolvidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) abordam, com base nas informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aspectos como a proporção de trabalhadores formais e informais no setor cultural, gênero, raça, idade, escolaridade, distribuição geográfica, salário médio e média de horas trabalhadas.
Em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), o IBGE lançou em 2006 a primeira edição do “Sistema de Informações e Indicadores Culturais do IBGE”, a fim de organizar e sistematizar informações sobre o setor cultural brasileiro com base nos dados de suas pesquisas correntes, pelo viés da produção, do consumo, do emprego e dos gastos públicos. Nesse estudo, consideraram-se como campo propriamente cultural as atividades diretamente ligadas à cultura e às artes (edição de livros, rádio, televisão, teatro, música, bibliotecas, arquivos, museus e patrimônio histórico), mas incorporaram-se também nas análises outro campo, composto de atividades indiretamente relacionadas à cultura, agregando em uma mesma classificação aquelas consideradas culturais e outras não necessária ou exclusivamente ligadas ao setor.
Ainda há muito a avançar, mas essas iniciativas vêm contribuindo para que se possa efetivamente traçar um panorama do emprego cultural no país e fornecer subsídios para a formulação de políticas públicas.
* Verbete escrito por Liliana Sousa e Silva e Lucia Maciel Barbosa de Oliveira, pesquisadoras do Observatório Itaú Cultural.

Bibliografia

FRANCE. Département des Études, de la Prospective et des Statistiques (DEPs).”L’emploi culturel dans l’Union européenne em 2002: donnés de cadrage et indicateurs”. Les notes de l’Observatoire de l’Emploi Culturel, n. 39, juin 2005, Anexe.
Revista Observatório Itaú Cultural/OIC ? n. 2, (mai./ago. 2007). São Paulo, SP: Itaú Cultural, 2007.
Revista Observatório Itaú Cultural/OIC ? n. 3 (set./dez. 2007). São Paulo, SP: Itaú Cultural, 2007.
TOLILA, Paul. Cultura e economia: problemas, hipóteses, pistas. São Paulo: Iluminuras; Itaú Cultural, 2007.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Entrevista Exclusiva
Zygmunt Bauman


No dia 23 de julho de 2011, eu e Fernando Schuller entrevistamos o sociólogo polonês radicado há muitos anos na Inglaterra, Zygmunt Bauman. 
Assista aqui à íntegra da entrevista, que se tornou a mais visualizada dos sites da CPFL Cultura e do Fronteiras do Pensamento
Previsto para durar no máximo uma hora, o encontro se alongou por cerca de três horas com direito a um farto lanche preparado pelo sociólogo. Bauman revelou-se de extrema cordialidade e simpatia conosco e com a equipe de cinegrafistas composta por ingleses e brasileiros radicados na Inglaterra. A entrevista foi gravada na sala de leitura da casa onde Bauman mora há mais de 40 anos, em um dos subúrbios residenciais da cidade industrial de Leeds, no norte da Inglaterra.


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

COLUNA ESPECIAL



Hoje inicio colaboração regular com o portal da ABERJE - Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (aberje.com.br ), instituição que reúne os principais especialistas na área de comunicação empresarial. 

Publicarei uma coluna mensal, sempre com foco em temas de gestão cultural e comunicação.
Leia aqui a primeira coluna

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Café Filosófico Especial com Simon Blackburn

CPFL Cultura e Fronteiras do Pensamento

Publiquei o post abaixo ontem, dia 6 de novembro, sobre a participação de Simon Blackburn no Café Filosófico CPFL Especial e como houve alguma curiosidade, vou contar um pouco da história de como o filósofo chegou até o Brasil e, especialmente, a Campinas para a gravação deste Café Filosófico cujo link está abaixo da foto de Blackburn.

Como parte da parceria com o Seminário Fronteiras do Pensamento, fui à Inglaterra, em 2011, com Fernando Schuller, o idealizador do Fronteiras. Nossa tarefa principal era entrevistar o sociólogo Zygmunt Bauman em sua casa em Leeds, no  norte do país, o que fizemos e que resultou em um dos vídeos mais visualizados dos sites da CPFL Cultura e do Fronteiras. 

Aproveitamos nossa estada para visitar outros intelectuais e convidá-los a participar de edições futuras do Fronteiras e do Café Filosófico CPFL. Um dos que aceitou o convite foi o filósofo e professor do King's College, em Cambridge, Simon Blackburn.

Blackburn nos recebeu na sala dos professores do King's College e nos proporcionou uma das experiências mais estimulantes daquela viagem, a começar pelo almoço na mesa alta do restaurante principal do college. Na companhia dos professores presentes, eu e Fernando fomos instruídos por Blackburn sobre o protocolo da refeição que, além da sequencia de pratos, servidos por nós mesmos com a ajuda atenciosa de uma espécie de governanta, incluiu manter conversação com os professores presentes, todos muito curiosos sobre o objetivo de nossa visita. Fato curioso: como a mesa é única, o protocolo nos obriga a escolher os lugares de modo a não deixar espaços vazios entre nós e aqueles que já estavam sentados, o que quase impõe a conversação.
Logo após o almoço (muito bom, por sinal), fizemos uma espécie de "visita guiada" pelo campus, tendo Blackburn como guia luxuoso e com pelo menos dois pontos altos: a magnífica capela e a seção de livros raros da biblioteca.





Na biblioteca, com entrada permitida apenas a professores, seus convidados, e pesquisadores previamente aprovados, vi, deslumbrado, alguns dos livros formadores da cultura ocidental, especialmente a primeira edição das obras de Shakespeare, o famoso "First Folio" (1623), a edição original do Philosophiae Naturalis - Principia Mathematica, de Isaac Newton (1628) e uma curiosidade do século XX: o caderno de anotações do filósofo, aluno e depois professor do King's College, Ludwig Wittgenstein. Exposto na mesma prateleira, ao lado do caderno, com o mesmo cuidado dedicado às raridades da biblioteca, uma leitura bem mais amena: o exemplar pessoal do filósofo do livro infantil "Winnie the Poo". Segundo a lenda, leitura recorrente de Wittgenstein.


Simon Blackburn veio ao Brasil em 2012 e fez conferências em Porto Alegre, São Paulo e Campinas, no Café Filosófico CPFL. Aqui mais uma curiosidade. Ao conhecer as instalações e saber da extensão do programa cultural da CPFL Energia, disse: "Eu vivo parte do ano nos Estados Unidos e parte na Inglaterra. As duas companhias de energia que me atendem jamais me derem nada além das contas. Nunca tinha visto o caso de uma companhia de energia com um programa cultural tão qualificado como este que encontrei aqui em Campinas".

Acesse o link abaixo para assistir ao programa especial gravado em Campinas




Assista aqui:  Simon Blackburn, de Cambridge, UK, fala sobre filosofia e o estranhamento do mundo contemporâneo

domingo, 26 de outubro de 2014

Entrevistas Especiais

 Tzvetan Todorov: A democracia e a beleza

Entrevista exclusiva
Por Mário Mazzilli e Cassiano Machado

Tzvetan Todorov é um pensador múltiplo. Autor de mais de vinte livros, suas reflexões passam pela filosofia, linguística, história, literatura e artes plásticas. Neste Café Filosófico Especial, Todorov fala sobre sua vida, sua trajetória intelectual e sobre a delicada posição da democracia no mundo contemporâneo.






Pós-modernidade, Justiça e Filosofia

Amartya Sen, Simon Blackburn, Peter Burke, Luc Ferry, Fredric Jameson

Entrevistas e participações exclusivas. 
Parceria CPFL Cultura e Seminário Fronteiras do Pensamento assista aqui



terça-feira, 21 de outubro de 2014

Entrevistas especiais


Assista aqui à entrevista exclusiva com a socióloga Saskia Sassen em Nova Iorque. Por Mário Mazzilli e Fernando Schuler. Nova Iorque, setembro de 2013.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Lições de Escrita

Tudo que se exprime pela linguagem é domínio do pensamento


A qualidade principal da elocução poética consiste na clareza, mas sem trivialidades. 

É preferível escolher o impossível verossímil do que o possível incrível.

Pelo que atrás fica dito, é evidente que não compete ao poeta narrar exatamente o que aconteceu; mas sim o que poderia ter acontecido, o possível, segundo a verossimilhança ou a necessidade.


O historiador e o poeta não se distinguem um do outro, pelo fato de o primeiro escrever em prosa e o segundo em verso (pois, se a obra de Heródoto fora composta em verso, nem por isso deixaria de ser obra de história, figurando ou não o metro nela). Diferem entre si, porque um escreveu o que aconteceu e o outro o que poderia ter acontecido.

Por tal motivo a poesia é mais filosófica e de caráter mais elevado que a história, porque a poesia permanece no universal e a história estuda apenas o particular.
Arte Poética    /    Aristóteles

domingo, 12 de outubro de 2014

Filosofia: Pascal Bruckner e a angústia de ser contemporâneo


O filósofo francês Pascal Bruckner participa do Seminário Internacional Fronteiras do Pensamento, no dia 20 de outubro, em noite patrocinada pela CPFL Energia, com apoio da CPFL Cultura.
Em entrevista à Ilustríssima de hoje, Bruckner afirma: "o amor agora é submetido ao regime da perfomance, ao imperativo do absoluto, a felicidade vira não mais um direito, mas um dever".
Leia aqui a íntegra da entrevista

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A Cultura nos Programas de Governo do PSDB e do PT


Com a decisão da campanha presidencial de 2014 seguindo para o segundo turno entre Dilma Roussef e Aécio Neves, publico links para os dois programas de governo dos candidatos e os trechos dedicados à cultura.

No caso de Dilma, o programa de governo trata de cultura em conjunto com esporte e dedica apenas 191 palavras ao tema específico da cultura. Destaca, com razão, a importância do Sistema Nacional de Cultura e do Vale Cultura mas não detalha seus planos para a cultura.

O programa de Aécio, "Plano de Governo: Diretrizes Gerais" é 4 vezes mais extenso, com 780 palavras e um capítulo específico para os temas culturais com 23 diretrizes.

Uma coincidência: os dois programas associam cultura e inclusão social. Uma diferença: O tema da cultura é um dos últimos no programa de Dilma e o terceiro no de Aécio. Esses detalhes são apenas isso: detalhes que podem ou não ser entendidos como sintomas da visão dos partidos e candidatos em relação ao tema da cultura.

Trecho do programa de Dilma: Os governos do PT investiram muito em esporte e cultura, implementando políticas que se tornaram instrumentos de inclusão social e desenvolvimento econômico. Pela primeira vez a cultura e o esporte foram concebidos como programas de Estado, fomentando o mercado de trabalho e as potencialidades do nosso povo.
No segundo governo Dilma, avançaremos ainda mais na Cultura e no Esporte, aprofundado os programas já estruturados e desenvolvidos em parcerias com os municípios, estados e sociedade civil. O Sistema Nacional de Cultura continuará sendo fortalecido, assim como todas as políticas públicas integradas decorrentes da sua criação. A adoção de medidas para a aceleração da implantação do Vale Cultura ajudará a criar uma nova geração de consumidores culturais, favorecendo e estimulando a produção nacional. A implantação e o fortalecimento do apoio aos Centros de Artes e Esportes Unificados e aos Pontos de Cultura propiciarão espaços comunitários para a expressão cultural plena dos cidadãos. Com o Brasil de Todas as Telas, vamos fortalecer ainda mais a indústria audiovisual brasileira. Vale destacar o fortalecimento dos programas em parceria com a educação para que a cultura seja um potente instrumento de inclusão social e desenvolvimento da cidadania.

Trecho do programa de Aécio: O Brasil tem um capital valioso que o destaca entre os países: sua enorme diversidade cultural. Se a língua comum nos une, as características locais, regionais e étnicas devem ser reconhecidas e valorizadas. Um país saudável reconhece – e socializa - a contribuição de seus artistas.
DIRETRIZES:
1. Introdução de um novo conceito de cultura na política pública brasileira,
com prioridade para uma visão integrada da ação cultural, abrangendo
todas as instâncias governamentais e de estímulo a toda a produção
cultural nacional, em todos os seus segmentos.
2. Estímulo a políticas públicas que se articulem em torno dos desafios da
formação, manutenção e difusão das atividades culturais, com especial
atenção aos conceitos de planejamento e continuidade.
3. Compreensão e valorização da cultura, em suas diversas manifestações,
como valor simbólico e como responsável por parte expressiva da geração
de nosso PIB.
4. Estabelecimento de políticas culturais que valorizem o patrimônio cultural
material e imaterial, transformando os mesmos em elementos estratégicos
para o desenvolvimento de uma Política de Economia Criativa.
5. Consolidação do conceito de parceria público-privada, com
responsabilidades compartilhadas, no financiamento à produção artística,
que hoje é praticamente centrado na Lei Rouanet - de renúncia fiscal.
6. Criação de fontes complementares de financiamento para atender ao
amplo espectro das demandas culturais.
7. Adoção do conceito de policentrismo, por meio da valorização de
manifestações culturais regionais, no plano interno e, no plano externo,
com robustecimento do protagonismo do Brasil, divulgando nossa cultura
em suas diversas formas, como produto simbólico caracterizador de nossa
singularidade.
8. Fortalecimento da ação cultural internacional do Brasil, em especial frente
aos países de língua portuguesa, mas também com programas especiais
em relação à África e América Latina, reforçando o diálogo com nossas
raízes.
9. Interação entre cultura e educação, que será decisiva no processo de
emancipação do jovem brasileiro, que vive numa sociedade multicultural.
Enquanto a cultura estimula a afirmação de identidades pessoais e sociais,
a educação fornece o repertório comum da vida em sociedade. 12
10. Fortalecimento do ensino das Artes na escola fundamental, como fator
catalisador, em que a aquisição do conhecimento caminha ao lado do
exercício da criatividade e a apreensão das linguagens artísticas.
11. Ampliação do debate sobre o direito autoral, com reconhecimento dos
direitos dos autores.
12. Proteção e defesa da memória nacional, inclusive com revitalização do
Arquivo Nacional.
13. Estímulo a projetos culturais em comunidades vulneráveis, com especial
atenção ao engajamento dos jovens.
14. Criação e fortalecimento de ações de defesa do patrimônio histórico e
cultural, mediante, entre outras, a criação do Programa dos Museus
Nacionais, voltado para as instituições cujos acervos têm relevância
nacional ou reconhecimento internacional.
15. Robustecimento do Sistema Nacional de Bibliotecas, com vistas a
implantar novas unidades e socorrer bibliotecas regionais de referência,
detentoras de acervo de valor nacional, que serão beneficiadas com apoio
federal, mesmo sem ter vínculo formal com o governo central.
16. Estímulo a empresas estatais e privadas para a adoção de instituições
culturais de âmbito nacional - museus ou bibliotecas, assegurando a sua
sustentabilidade.
17. A sensibilidade artística, o respeito e o reconhecimento por toda forma de
expressão artística e cultural e a formação cultural em si devem ser os
principais objetivos dos centros culturais destinados prioritariamente aos
jovens. O governo federal, em parceria com estados e municípios, irá
estimular a implantação de centros culturais, em todo o país, sobretudo em
cidades com população universitária e em regiões urbanas carentes. A
formação cultural em regiões carentes irá englobar cursos de
profissionalização em habilidades técnicas ou artísticas, oferecendo ao
jovem uma alternativa de emancipação e fortalecendo a ligação entre
educação e cultura.
18. Elaboração de uma política mais eficaz de apoio à difusão e publicação da
literatura brasileira, inclusive mediante a adoção de forte estímulo à
formação de público leitor.
19. Instituição, em parceria com o setor privado, estados e municípios, de
amplos e abrangentes programas de circulação nacional que contemple,
entre outras, todas as formas de manifestação da cultura popular, de
exposições e de espetáculos de teatro, dança, ópera e circo, possibilitando 13
um intercâmbio artístico altamente estimulante, além de considerável
economia operacional e financeira.
20. Criação de programas institucionais de exposições em grandes museus,
de presença em festivais, entre outros, de cinema, literatura, música, teatro
e dança e de estímulo ao intercâmbio universitário.
21. Apoio a programas de formação de público para eventos culturais.
22. Expansão da infraestrutura e do acesso à internet. O acesso à
comunicação digital é altamente estimulante à participação e colaboração
no âmbito das redes sociais. Estimularemos as iniciativas de produção do
conhecimento em rede.
23. Estímulo a novas formas de diálogo entre a produção artística em suas
diferentes linguagens e a população dos grandes certos urbanos.


Veja aqui íntegra do Programa de Aécio

Veja aqui íntegra do Programa de Dilma

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Preservação e Memória de Acervos Históricos

Primeira edição do preserva.me  apresenta case da CPFL, vencedor do Prêmio Aberje Nacional de Responsabilidade Histórica e Memória Empresarial (2013)


Participação de equipe da CPFL Cultura


16 de Outubro de 2014
UNISE ELETROBRÁS
Rio de Janeiro - RJ

Slide 6

domingo, 21 de setembro de 2014

ARQUITETURA

No Império do "fake": Universidades chinesas tentam se parecer com escolas da "Ivy Leaque" americana

China copia arquitetura das universidades americanas que, por sua vez, no século XIX, copiaram o estilo de construção dos colleges ingleses em busca de legitimidade para sua nascente academia. Novos alunos do campus chines de Ningbo, que tem uma réplica da torre do relógio de Nottingham, Inglaterra, foram recebidos neste semestre com uma festa cujo tema foi... Harry Porter.
Arquitetura "fake" e ficção infanto-juvenil serão as chaves para o sucesso acadêmico?
Leia íntegra no site da revista The Atlantic




GLOSSÁRIO DE GESTÃO CULTURAL


Nesta seção serão publicados, aleatoriamente e sem periodicidade definida, conceitos, definições e termos do campo da arte, da cultura e da gestão cultural. A fonte deste post é a 2ª Edição, revista e ampliada do Dicionário Crítico de Política Cultural do professor Teixeira Coelho (iluminuras, 2012)



Produto cultural
Sumário: produto cultural, bem cultural, fungibilidade do produto cultural.
Termos relacionados: bem artístico, patrimonialismo, mercado simbólico.

Tratados regionais de integração econômica e cultural definem os produtos culturais como aqueles que expressam idéias, valores, atitudes e criatividade artística e que oferecem entretenimento, informação ou análise sobre o presente, o passado (historiografia) ou o futuro (prospectiva, cálculo de probabilidade, intuição), quer tenham origem popular (artesanato), se tratem de produtos massivos (discos de música popular, jornais, histórias em quadrinhos) ou circulem por público mais limitado (livros de poesia, discos e cds de música erudita, pinturas). Embora desta definição participem conceitos vagos, como "ideias" e "criatividade artística", ela exprime um consenso geral sobre a natureza dos produtos culturais.

Uma distinção cabe ser feita entre produto cultural e bem cultural. Este vincula-se à noção de um patrimônio pessoal ou coletivo e designa, em princípio, por seu valor simbólico, algo infungível, isto é, algo que não poderia ser trocado por moeda. Mesmo que na origem tenha sido eventualmente um produto - como um retrato de grupo encomendado por médicos a um pintor -, circunstâncias de variada natureza transformaram-no em algo especial, fora do mercado. A Torre Eiffel é um bem cultural, como a Catedral de Brasília ou a pintura de Pedro Américo que representa a independência do Brasil, e não um produto. Napoleão levou para França, como resultado de suas campanhas militares, tesouros artísticos que constituíam bens culturais das nações pilhadas, muito mais do que simples produtos. Telas como as pintadas por Van Gogh ou Rembrandt, bem como a Capela Sixtina, de autoria de Michelangelo, conquistaram o estatuto de bens culturais. Na atualidade, porém, sabe-se que a maioria desses bens pode ter seu valor traduzido em moeda, o que acaba de algum modo por transformá-los em produtos (commodities) culturais ou por apontar para o definhamento crescente da ideia de bem cultural.

Referência:
Canclini, N.G.; Niebla, G.G (coords.). La educación y la cultura ante el tratado de libre comercio. Méxixo: Nexos/Nueva imagem, 1992

MOSTRAS




Paris recebe de 23 a 26 de outubro de 2014 a 40ª edição da FIAC - Feira Internacional de Arte Contemporânea. 

Assista aqui ao ótimo vídeo de divulgação/convite no site oficial da mostra de 2014 e navegue pela playst com entrevistas e vídeos de outras edições. 



Ranking de Museus

(indicação de Luna Lobão)

Pesquisa Internacional publicada na semana passada aponta 2 museus brasileiros entre os 25 melhores do mundo: o Instituto Ricardo Brennand, em Recife (PE), em 17° lugar, à frente do Louvre (19°), e Inhotim, em Brumadinho (MG), 23° da lista. 
O primeiro lugar geral coube ao Instituto de Artes de Chicago. (foto)
Existe, também, uma lista dos 10 melhores da América do Sul. Nesta, o Brasil entra com 6 instituições, sendo 3 de São Paulo: o Museu da Língua Portuguesa, a Pinacoteca do Estado e o Museu do Futebol. 

Para mim, o mais interessante é a origem da pesquisa. O levantamento não foi feito por alguma instituição cultural ou acadêmica, mas pelo site de viagens e turismo Trip Advisor, apontando uma ligação direta entre serviços culturais e turismo. Lembro-me que, já em 2008, Eduardo Nivón Bolán, da Universidade Autônoma Metropolitana do México, em seminário no Observatório Itaú Cultural, destacava a importância da relação turismo e museus para o México. Informou que as autoridades mexicanas faziam gestões junto às operadoras internacionais de turismo para que aumentassem em um dia a duração dos pacotes turísticos para o país. Esse dia extra, segundo ele, traria um incremento significativo para a renda do turismo interno, ao permitir a visita aos diversos museus mexicanos, inclusive o Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México, segundo colocado na lista geral. Veja nova foto abaixo. A foto postada anteriormente estava errada: não era do Museu de Antropologia, segundo Angela Azevedo e Ricardo Moretti, que estiveram no Museu. Obrigado aos dois pela correção.


domingo, 14 de setembro de 2014

COMUNICAÇÃO

Redes Sociais

Empresas de produtos de consumo, ou com grande  necessidade de relacionamento com os consumidores, há muito já provaram o valor de sua presença nas redes sociais. Mas e quanto às empresas e organizações que basicamente negociam com outras empresas (B2B)? Será que para elas o investimento nas redes sociais também pode ser efetivo? A especialista em redes sociais da Dell, Namrta Ragvendra, defende que sim:

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

PALESTRAS E CURSOS

Segue link para matéria de cobertura de palestra sobre primeiros meses de implantação do Vale Cultura
Palestra em Araraquara: Vale Cultura

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O Globo, Caderno Prosa & Verso 28 /12/2002






MEMÓRIA VISUAL

Vinícius de Moraes, Nelson Rodrigues e Otto Lara Resende . Década de 1950, IMS





POLÊMICA

JF Diorio/Estadão
Duas grandes mostras de artes visuais recém abertas em São Paulo provocaram críticas e deverão manter acesa a polêmica sobre as dimensões da arte contemporânea. A primeira é Made by.... brasileiros que, segundo Fabio Cypriano (Ilustrada) parece apenas disfarçar um grande projeto imobiliário.
A segunda é a tradicional Bienal de São Paulo, que em sua 31ª edição aposta na política explícita e teve até carta dos artistas expositores reclamando o apoio de Israel. (matéria de Antonio Gonçalves Filho no Estadão).

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Vídeo: Como Nasce um Livro


Um pequeno vídeo de um livro sendo criado usando métodos tradicionais de impressão. Indicação de Cristiane Costa 



Café Filosófico com Leandro Karnal


orgulho nosso de cada dia, com leandro karnal (versão tv cultura)

orgulho nosso de cada dia
com leandro karnal
“o orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios.”
este pensamento de santo agostinho parece não ser mais levado em tanta consideração. pois, a vaidade parece estar cada vez mais em alta nesta sociedade, onde o individualismo e o “empreendedorismo” passaram a ser metas, valores, fortemente estimulados.  aquele que já foi visto como o maior e o primeiro dos pecados capitais por seus atributos maléficos – o orgulho – hoje virou  virtude. disfarçada e rebatizada de autoestima, a vaidade é  agora “amor próprio”. este programa abre a série do café filosófico que traz os “7 prazeres capitais – pecados e virtudes hoje”, com a curadoria e apresentação do historiador leandro karnal.

VIDEO: Livros Artesanais 

Segunda edição da Coleção Livros Artesanais da Arte & Letra. 

Livros de Dalton Trevisan, Cristovão Tezza e Luiz Ruffato em edições feitas à mão, em tipografia, xilogravura e encadernação manual. São tiragens limitadas de 250 exemplares numerados.

Sugestão de William Sodré

Glossário de Gestão Cultural


Nesta seção serão publicados, aleatoriamente e sem periodicidade definida, conceitos, definições e termos do campo da arte, da cultura e da gestão cultural. A fonte deste primeiro post é o site do Itaú Cultural. No futuro, outras fontes e referências poderão ser utilizadas.


Identidade Cultural*

Termos relacionados: Política cultural, ação cultural, direitos culturais, diversidade cultural.
Equivalência em outras línguas: Cultural identity; identidad cultural.

Identidade cultural é um processo dinâmico, de construção continuada, que sistematiza relações entre indivíduos e grupos e envolve o compartilhamento de patrimônios comuns, tangíveis e intangíveis, como a língua, a religião, as artes, o trabalho, os esportes e as festas, entre outros. Em decorrência do processo de globalização, as identidades, hoje, não apresentam contornos definidos, inserindo-se em uma dinâmica cultural fluida e mutante. Tal processo intensificou os intercâmbios entre diferentes indivíduos e culturas, ampliando o diálogo e as tensões entre eles. A diversidade cultural que o mundo apresenta hoje, as múltiplas e flutuantes identidades em processo contínuo de construção, a defesa do fragmentário, das parcialidades e das diferenças trouxeram, como corolário, uma volatilidade das identidades que se inscrevem em outra lógica: da lógica da identidade para a lógica da identificação.
Na Agenda 21 da Cultura – documento orientador das políticas públicas de cultura e que contribui para o desenvolvimento cultural da humanidade – o papel protagonista das cidades é sublinhado como espaço de construção de uma cidadania efetivamente democrática, em que a troca cotidiana entre diferentes sujeitos, portadores de múltiplas identidades, realiza-se na interseção entre o local e o global. Esse documento inova ao reconhecer que a identidade cultural de todo indivíduo é dinâmica, em contraposição à noção da rigidez das identidades. Enfatiza também o diálogo entre identidade e diversidade, indivíduo e coletividade como ferramenta vital para garantir não apenas a sobrevivência da diversidade linguística e o desenvolvimento das culturas mas, sobretudo, para garantir uma cidadania cultural planetária em que todos tenham direito a afirmar suas identidades e experimentar novas, ampliando os processos de convivência e interculturalidade.
Para Gerardo Caetano, o patrimônio, concebido como instrumento de política cultural, deve ser pensado hoje de forma mais ampla, não como um ‘dom’ de um passado ancestral intocável, incentivador de fundamentalismos, mas por meio de uma visão mais refinada, permitindo que a sociedade crie formas inovadoras de se apropriar da história e da memória coletiva, tema fundamental para pensar as identidades culturais, colocando em xeque a noção de identidade nacional que pautava a vida dos habitantes enraizados em territórios geográficos delimitados.
* Verbete escrito por Liliana Sousa e Silva e Lucia Maciel Barbosa de Oliveira, pesquisadoras do Observatório Itaú Cultural.
Link para o original:  Identidade Cultural

Bibliografia

Agenda 21 da Cultura. In: Revista Observatório Itaú Cultural/OIC – n.1 (jan./abr.2007). São Paulo, SP: Itaú Cultural, 2007, p. 53-63.
CAETANO, Gerardo. Cultura, desenvolvimento e política. In: Revista Observatório Itaú Cultural/OIC – n. 2 (mai/.ago.2007). São Paulo, SP: Itaú Cultural, 2007, p. 39-49.
COELHO NETTO, José Teixeira. Dicionário crítico de política cultural. SP: Iluminuras/Fapesp, 1997.

Revista Observatório Itaú Cultural nº1 

2007

Expediente

Editor: Mário Mazzilli

Editora-Assistente: Rosane Pavan

Projeto Gráfico: Calu Tegagni

Colaboradores desta edição:
Teixeira Coelho
Octavio Getino
Paul Tolila
Eduardo Saravia
[Esta revista foi produzida
pela equipe do Itaú Cultural]

Teixeira Coelho e Indicadores Culturais

Teixeira Coelho - Indicadores Culturais - Reflexão e Experiências (2007)

Publicado em 02/05/2012
Exposição de Teixeira Coelho no encontro de pesquisadores, realizado pelo Observatório Itaú Cultural em 12 de novembro de 2007, com o tema "Indicadores Culturais -- Reflexão e Experiências". O evento centrou-se nas especificidades que envolvem a produção de indicadores culturais no Brasil -- seus limites, dificuldades e eficácia.

Teixeira Coelho - Professor titular da Universidade de São Paulo, curador do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e consultor do Observatório Itaú Cultural.

O Futuro do Trabalho FAST COMPANY

Por que ainda não temos uma semana de 4 dias de trabalho?

Em 1930, o economista John Maynard Keynes previu que por volta de 2030 os avanços tecnológicos iriam permitir às pessoas trabalharem apenas 15 horas por semana. É improvável que a previsão de Keynes se torne realidade até lá, mas talvez já exista uma forma diferente de organizar nossa semana de trabalho.

WHY WE STILL DON'T HAVE A FOUR-DAY WORKWEEK

WHERE DID OUR FIVE-DAY WORKWEEK COME FROM ANYWAY? AND WHEN WILL THREE-DAY WEEKENDS BECOME THE NORM?